Journal of Multiprofessional Health Research https://journalmhr.com/index.php/jmhr <p>The Journal of Multiprofessional Health Research -JMHR (ISSN 2675-8849) is an open access, peer-reviewed, interdisciplinary scientific journal, with publications in continuous flow, linked to Editora Sanus. It covers the following areas of knowledge: Health Sciences, Public Health, Human and Animal Medicine. Thus, it ratifies its interdisciplinary and multiprofessional character regarding the dissemination of scientific knowledge.</p> <p><strong>Open Access - </strong>free for readers, with article processing charges (APC) paid by authors or their institutions.</p> <p><strong>Indexing - </strong>Directory of Research Journals Indexing (DRJI); Google Scholar; Microsoft Academic; Sumários de Revistas Brasileiras (Sumários.org).</p> <p><strong>Reviewer Recognition -</strong> Reviewers who provide full peer review reports receive vouchers that give them a discount on the APC for their next publication in any Editora Sanus magazine.</p> Editora Sanus en-US Journal of Multiprofessional Health Research 2675-8849 <p>This work is licensed under a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/">Creative Commons License - Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International</a>. </p> Health and public policies: the SUS as an instrument of citizenship https://journalmhr.com/index.php/jmhr/article/view/50 <p>Um marco importante para a construção de políticas públicas no Brasil, se dá através da criação da Constituição Federal de 1988 [1]. Funcionando como uma direção e princípios incentivando a maior participação popular, servindo como fomento para criação, expansão e efetivação de políticas públicas sob a garantia de liberdade e igualdade para todos. <br />As políticas públicas em saúde integram o campo de ação social do Estado orientado para a melhoria das condições de saúde da população e dos ambientes natural, social e do trabalho. Sua tarefa específica em relação às outras políticas públicas da área social consiste em organizar as funções públicas governamentais para a promoção, proteção e recuperação da saúde dos indivíduos e da coletividade [2]. <br />A política pública serve para saber se as ações e serviços estão sendo planejadas e programadas de acordo com as necessidades de saúde da população, se os recursos estão sendo mobilizados para o enfrentamento dos problemas de saúde. <br />A saúde é um dos direitos sociais previstos no Artigo (Art) 6 da CF/88, sendo uma das competências dos três níveis administrativos do Estado [1]. Mais a frente, lê-se no Art 196 que o seu acesso deve ser universal e indiscriminado [1]. A regulamentação das políticas públicas de saúde no Brasil se deu através da promulgação da Lei 8.080/90, onde são determinados os objetivos do SUS, as suas diretrizes, a sua organização, as suas atribuições e competências [3].<br />A construção de políticas públicas passa, conforme diz Secchi, 2014, pela integração entre sociedade civil, organizações privadas e forças estatais [4]. Sobre esse aspecto, pontua-se que os benefícios decorrentes da formação dos conselhos podem ser observados até mesmo na formulação do SUS enquanto política pública de saúde [3]. Os conselhos, as conferências e os estatutos são instrumentos democráticos de gestão que possibilitam a integração das demandas sociais à implementação das soluções no âmbito governamental.<br />A descentralização do SUS prevista na Lei 8.080/90 pressupõe exatamente a formação de redes locais com 1) capacidade de conscientizar a população de determinado espaço, 2) potencial para diagnosticar os riscos e, 3) habilidade técnica para solucionar quaisquer questões relacionadas à saúde [3]. Nesse sentido, estabelecer uma articulação local por parte dos profissionais de saúde faz-se essencial não somente para tratar as doenças dos cidadãos, mas também para garantir a qualidade de vida desses indivíduos.<br />As políticas públicas de saúde são essenciais para garantir a consecução da cidadania. Nesse sentido foi possível compreender a saúde enquanto direito social dos indivíduos, conforme o disposto no Art. 6º da CF/88, e a descentralização do SUS como forma de ampliar o seu alcance [1].<br />A participação popular, a conscientização e as melhorias técnicas dependem da integração entre os diversos entes sociais. Dessa forma garante-se o direito à saúde, por um lado, e a eficácia das políticas públicas de saúde, por outro. O SUS como instrumento de cidadania deve ser evocado como objeto de estudos, principalmente no contexto hodierno.</p> Daiani Pereira da Conceição Tomiazzi Copyright (c) 2021 Journal of Multiprofessional Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-02 2022-02-02 2 03 e03.190 e03.191 The importance of Integrative and Complementary Practices within the framework of the Unified Health System https://journalmhr.com/index.php/jmhr/article/view/47 <p>Práticas Integrativas e Complementares (PICS) são um conjunto de terapias e práticas medicinais que contemplam as chamadas Medicina Tradicional (MT) e Medicina Alternativa e Complementar (MAC) [1]. Tratam-se de recursos terapêuticos que buscam a prevenção de doenças e a recuperação da saúde, com ênfase em tecnologias leves (acolhimento, escuta, vínculo terapêutico) fomentando integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade [2]. As PICS, por privilegiarem a atividade terapêutica e se basearem em teorias voltadas para os aspectos ambientais e comportamentais do processo saúde-doença, caracterizam-se como estratégias potentes para o enfrentamento dos novos desafios na atenção e cuidado à saúde [3].</p> <p>No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) reconhece e incorpora o uso de novas abordagens de cuidado por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), instituída pela Portaria nº 971, de 03 de maio de 2006. A PNPIC, em consonância com outras políticas, visa a reorganizar os níveis de atenção e a auxiliar na implementação de novas técnicas de cuidado no âmbito do SUS [4]. De acordo com os relatórios de monitoramento divulgados pelo Ministério da Saúde, a aplicação das PICS está presente em todos os níveis de atenção à saúde do SUS (Atenção Primária à Saúde - APS, média complexidade e alta complexidade), mas com grande destaque para a área de atenção primária à saúde (principal porta de entrada do SUS), concentrando-se de forma absolutamente expressiva (90%) neste nível.</p> <p>Conforme consta na PNPIC, a incorporação dessas práticas na saúde pública se justifica principalmente pela garantia do princípio da integralidade. Neste sentido, sua principal finalidade é atender a necessidade de conhecer, apoiar e incorporar as experiências com PICS já em andamento na rede pública de saúde visando estimular os mecanismos naturais de prevenção, recuperação e promoção da saúde, com ênfase na APS [3]. Os profissionais e usuários buscam nas PICS possibilidades de melhoria da saúde e da qualidade de vida. A autonomia dos usuários em optar pelos tratamentos complementares os faz sentir protagonistas e corresponsáveis pelo próprio cuidado [5]. Outros benefícios percebidos são a maior qualidade de vida, a integração social e a busca de autonomia, em que o usuário é visto como um sujeito ativo [6].</p> <p>O desenvolvimento das PICS na rede pública de saúde brasileira está em lento processo de expansão. Visto que o cenário atual é de escassos investimentos tanto na implantação das PICS quanto na formação e atualização dos profissionais, tornando-se evidente a necessidade de maior interesse e atenção especial pelos órgãos competentes. Além disso, sabe-se que as PICS trazem ganhos com custos relativamente baixos. Sendo assim, a implementação das PICS no SUS, em todos os seus níveis, beneficiará tanto os usuários quanto os profissionais vinculados ao sistema público de saúde.</p> <p>Estudos e debates devem ser desenvolvidos com o fito de apontar as evidências de tais práticas.</p> Danilo Guimarães de Sousa Copyright (c) 2021 Journal of Multiprofessional Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-15 2021-12-15 2 03 e03.166 e03.168 Strategy for patients' adhering to Hiperdia: contributions and reports of care https://journalmhr.com/index.php/jmhr/article/view/49 <p>Prezado editor chefe, <br>Sabe-se que a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma doença não transmissível e crônica e está elencada nas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Sabe-se que a HAS é uma doença multifatorial, que possui um caráter genético que pode variar de 25 a 60%. Atinge uma parcela de aproximadamente 25% da população sendo considerada um problema de saúde pública no mundo. Existe uma prevalência nas populações dos países em desenvolvimento com uma perspectiva de elevação para 29% até o ano de 2025. Estima-se que um em cada três adultos no mundo são atingidos pela HAS, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) [1].<br>Dentre as DCNTs, a HAS tem sido apresentada como uma das maiores causas de óbitos em todo mundo, sendo apontada como um dos principais agentes que têm provocado elevado número de mortes de forma precoce, causando detrimento da qualidade de vida, alta limitação das atividades laborais e de lazer, além de causar impactos na economia do país e das famílias tendo em vista a incapacitação precoce dos indivíduos, comunidades e da sociedade em geral, agravando as desigualdades e elevando o nível de pobreza dos países pois ocorrem em regiões de baixa ou média renda, onde 29% das pessoas têm menos de 60 anos de idade. Contudo, temos a destacar que apesar do crescimento acelerado das DCNTs, o seu impacto pode ser amenizado através de estratégias que podem levar a detecção precoce bem como seu tratamento oportuno [2]. <br>A detecção precoce e o controle da HAS devem ser observadas de forma permanente a fim de que o diagnóstico precoce facilite e amenize os efeitos deletérios secundários como a insuficiência renal, acidente vascular cerebral entre outros que possam acarretar prejuízo aos órgãos alvos como coração, cérebro e rins e que venham surgir em função de um atraso na identificação e no tratamento da patologia [3]. O tratamento e prognóstico devem ser indicados somente após a confirmação e classificação da doença, sendo a mesma classificada e dividida em dois tipos de acordo com sua causa, a saber: a hipertensão primária, não tem uma causa específica conhecida e é a que atinge o maior número de pacientes, correspondendo a 90% dos casos e a hipertensão secundária, provocada por uma causa identificável, sendo ainda conforme os estágios classificados como: Estágio I corresponde à pressão acima de 140/90 e abaixo de 160/100. Estágio II ocorre acima de 160/100 e abaixo de 180/110. Estágio III é marcado pela pressão acima de 180/110 [4].<br>Na condição de médica de família e comunidade, levantei dados secundários, coletados sobre HAS no município de Lauro de Freitas, Bahia, Brasil, através do cadastro individual de pessoas no e-SUS referentes a equipe 2 da Unidade de Saúde da Família (USF) Noel Alves da Cruz de Portão, com o intuito de cadastrar e criar uma estratégia de adesão ao tratamento medicamentoso. <br>A Equipe 2 da ESF Noel Alves da Cruz possui uma população adscrita cadastrada de 3100 pessoas, o equivalente a aproximadamente 70% do cadastramento preconizado pela Política Nacional da Atenção Básica (PNAB) nº de 2436 de 21 de setembro de 2017, ressalta-se que processo de cadastramento não está finalizado, por essa razão o estudo possui apenas 70% da população total, porcentagem que é preconizada pela PNAB com suas reorientações ao processo de trabalho da Atenção Primária em Saúde [5]. Nessa amostra populacional há um total de 2274 pessoas com mais de 20 anos cadastradas, dentre elas 433 pessoas são portadoras de hipertensão, totalizando aproximadamente 19,04% da população cadastrada maior que 20 anos e 29 pessoas com complicações cardiovasculares, como Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), sendo que há 17 pessoas com AVC e 12 pessoas com IAM o que equivale a 6,7% da população hipertensa cadastrada.<br>Com intuito de criar uma estratégia para que fosse atingida uma boa adesão ao tratamento e ao diagnóstico precoce bem como um controle adequado dos níveis pressóricos, a equipe 2 montou um plano de enfrentamento da patologia, onde ficou pactuado que seria reduzido o intervalo de espera entre as consultas, sendo realizada a cada três meses intercalada entre consulta médica e de enfermagem, além de acompanhamento multiprofissional com nutricionista e educador físico e início de tratamento do tabagismo (grupo de tabagismo). <br>Por ser a hipertensão arterial multifatorial e envolver orientações voltadas para vários objetivos, poderá requerer o apoio de outros profissionais de saúde além do médico. A formação da equipe multiprofissional irá proporcionar uma ação diferenciada aos hipertensos [6].<br>De acordo com a pesquisa da Sociedade Brasileira de Hipertensão a dimensão do problema de saúde pública mundial ocasionado pela HAS, tem sido relevante para o aprimoramento e criação de métodos de controle de forma a ampliar e aperfeiçoar os mecanismos para diagnóstico e tratamento desta doença [7]. <br>Primeiro os pacientes são captados pelos Agentes Comunitários de Saúde junto a suas 6 microáreas que agendam consulta com a médica onde será feito o diagnóstico, solicita-se o MAPA ou MRPA, exames laboratoriais (bioquímica) para avaliar as funções metabólicas, tireoidiana, glicêmica, função renal e exames cardiológicos. Após a realização dos exames o paciente remarca consulta, ainda sem agendamento programado garantido, pois ainda se encontra em processo diagnóstico para HAS, sempre com a médica para fazer o diagnóstico, ou não, de HAS. A partir da consulta diagnóstica o paciente já fica com todas as suas consultas agendadas de 90 em 90 dias na USF com os profissionais da equipe técnica mínima alternadas entre médica e enfermeira da equipe 2 caracterizando o cuidado continuado e programado preconizado no e-SUS e também dentro desse período de três meses o paciente é inserido no processo de abordagem a melhora do estilo de vida (MEV) através de consulta ou grupo, assim as consultas passam a ser programadas, de forma a mantê-lo em contato estreito com a ESF, aumentando o vínculo entre profissional e paciente, conseguindo uma melhor adesão ao tratamento da HAS.<br>Com essa estratégia de enfrentamento mais intensa conseguimos ter um controle melhor dos pacientes, uma adesão maior ao tratamento e um maior comprometimento deles, após uma melhor abordagem em termos de promoção, proteção e assistência da saúde.<br>Após essas ações uma taxa percentual de adesão de 70% dos pacientes hipertensos com desenvolvimento de complicações de IAM ou AVC foi garantida. A equipe optou por intensificar o processo de resolutividade da assistência ao paciente portador de hipertensão, intensificando o processo de intervenção terapêutica, com a coparticipação do indivíduo, baseado nos princípios do Método clínico centrado na pessoa (MCCP). <br>Apesar do Ministério da Saúde preconizar 1 consulta a casa 6 meses, totalizando 2 consultas ano, conforme o protocolo de atenção ao paciente hipertenso ou portador de doença crônica não transmissível, a equipe optou por aumentar essa oferta de consultas para 4 atendimentos por ano, sempre com agendamento prévio, evitando deixar o paciente solto no sistema de marcação [8].<br>Essa mudança no processo de atendimento ao hipertenso teve como principal resultado um controle terapêutico excelente nos pacientes desse grupo, gerando uma taxa de complicações de condições de cardiovasculares de 6,7%, o que significa que essa equipe de atenção primária à saúde atingiu uma efetividade e resolutividade, melhor até do que se preconiza nas diretrizes da APS, onde é definido como uma equipe resolutiva a equipe que consegue resolver entre 80 a 90% das condicionantes de saúde de sua população adscrita. <br>Frente ao exposto, acredita-se que é indispensável a publicação de estudos que envolva tão temática, com o fito de apontar caminhos para a melhor resolutividade da APS e do Programa Hiperdia.</p> Adriana Ramos Fernandes Lessa Carlos Letácio Silveira Lessa da Silva Ana Luiza Ramos Fernandes Lessa da Silva Copyright (c) 2021 Journal of Multiprofessional Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-01-20 2022-01-20 2 03 e03.186 e03.189 The delivery plan as a tool for female empowerment https://journalmhr.com/index.php/jmhr/article/view/40 <p><strong>Introduction: </strong>The Birth and Birth Plan is a legal document, in which the pregnant woman, considering her personal values ??and desires, must combine the alternatives she prefers during her birth within good practices under normal conditions. <strong>Objective:</strong> To integrate the knowledge produced about the importance of the birth plan as a strategy for female empowerment. <strong>Methods:</strong> Literature review of a descriptive and explanatory character and qualitative nature, based on theoretical references published between the period of 2013 and 2021. The selected articles were analyzed according to the Agency for Healthcare Research and Quality. <strong>Results:</strong> After identifying 221 articles, 08 were used for discussion. The research used analysis and application of inclusion criteria. <strong>Conclusion:</strong> The birth plan is a guarantee for a woman, because in addition to preventing the execution of some procedures against her will, it is also a legal proof that some procedure was performed without her consent.</p> Roberta de Almeida Soares Silas Santos Carvalho Jamile Ribeiro Carvalho Thayssa Carvalho Souza Copyright (c) 2021 Journal of Multiprofessional Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-14 2021-12-14 2 03 e03.154 e03.165 Psychic disorders and peptic ulcer disease: a systematic review with meta-analysis https://journalmhr.com/index.php/jmhr/article/view/44 <p>Introduction: Psychological Disorders (PD) are characterized by clinically significant cognitive disorders, while Peptic Ulcer Disease (PUD) is a resulting condition of gastric and/or duodenal erosions formations. The multifactorial model of PUD’s etiology shows a way to analyze the psychic aspects about the pathology of this disease. Objective: To evaluate the correlation between PD and PUD. To discuss the possible influence of pathophysiological efts in the PUD development, of patients with PD; To identify the association between PD and the PUD’s environmental risk factors. Methods: This is a systematic review with meta-analysis of scientific articles consulted through research in PubMed database on October 9, 2019. We selected documents from journals written in English, and studied selection strategies were adopted, with identification, initial filter, application of inclusion-exclusion criteria and quality control, to perform the extraction and data collection of the eligible articles. Results: A total of 534 articles were identified and we found obtained 10 eligible studies (cross-sectional studies included for qualitative sample composition and 6 cohort studies for quantitative analysis of the meta-analysis). The results demonstrated that the patients with PD are more likely to develop DUP (OR = 1,642; 95% CI: 1,369-1,968; z = 5,361; p &lt;0.001). Conclusion: The present study demonstrated an association between PD and DUP, with a higher prevalence and strong association in the PD’s direction leading to DUP.</p> Beatriz Cristina de Moura Andrade Carlos Andreyson Galvão de Matos Thiago Marconi Cardoso Ronaldo Carneiro dos Santos Eduardo Lopes Oliveira Peixoto Juliana Cavalcanti de Andrade Silva Yara Viana Rodrigues da Silveira Copyright (c) 2021 Journal of Multiprofessional Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-01-20 2022-01-20 2 03 e03.169 e03.185 Post-COVID-19 Syndrome: What we know up to now? https://journalmhr.com/index.php/jmhr/article/view/46 <p>Coronavirus disease-2019 (COVID-19), a contagious disease caused by Severe Acute Respiratory Syndrome - Coronavirus-2 (SARS-CoV-2), has reached pandemic status. As it spreads across the world, it has overwhelmed health care systems, strangled the global economy, and led to a devastating loss of life. Some with prolongated hospitalizations with much cost, suffering and sequels.</p> <p>In Brazil, it is estimated about there are 1.5 million with Post-COVID-19 Syndromes. This condition is very new, with great cost to the public sector and with great individual disability.</p> <p>The definition of clinical scenarios is not yet defined, as well as the distribution between viral activity from the acute and semi-acute phase to a sequela phase where the viral processes with their immediate inflammatory response have been completed.&nbsp; As a result we have as sequels themselves as fibrosis of organs and systems, endothelial dysfunctions and chronic inflammatory states of low intensity and its existing repercussions.</p> <p>The sequel phase has been prepared, with currently encompasses from 8 weeks for 7 months until now.</p> <p>The Post-COVID-19 sequela described encompass autoimmune disease across their huge spectrum, micro and macro thrombosis in many different territories, several types of pneumonia included organizational, cold-like Perniosis, encephalitis, direct and indirect toxic action on cardiomyocytes and coronary. This last condition at the heart have been described among 50 to 80% in different studies.</p> <p>Cholangitis, especially from new mutations, depression, anxiety, and increased suicide risk. Thus, we can perceive impairment in: Cardiopulmonary. neuropsychiatric, hematological, and renal in several organs and body systems.</p> <p>This scenario with a lack of definition goes from the acute phase to the chronic phase, as described above. Involving multiple systems and several body organs leading to disability sequelae, it points to a strong investment in research in this area and a concentrated focus in trans-disciplinarity and multiprofessionals involved.</p> <p>Future research needs to be translational, that is, basic science going through the clinic and arriving at retrospective and prospective epidemiologic design, to reach the clinical trials with a high degree of evidence and recommendations.</p> <p>For example, a recent study from Germany shows a functional autoantibody against G proteins-coupled receptors in patients with persistent COVID-19 symptoms. This finding appears to be intense and comprehensive.</p> <p>These directions of knowledge should include identification of serological markers with validation and distinction of the different phases, especially in the chronic, clinical characteristics, imaging patterns and other complementary tests used in clinical practice to better understand the natural history and its basic pathophysiological and etiopathogenic aspects. The creation of research and work groups to account for new knowledge is indispensable to take care of this disability people in mental and physical aspects.&nbsp;</p> <p>Care and knowledge production does not end with the patient’s discharge from hospital. It will occur mainly in the follow-up in health units, with the creation of databases. This will be a necessity.</p> <p>Comprehensive care will be the way to reduce the suffering and limitations for persons to return to its normal life as much as possible.</p> <p>The priorization of more fragile person with prolonged acute time of COVID-19 should be a focus on follow-up.</p> <p>Rising to this challenge will require harnessing of existing outpatient infrastructure, the development of scalable healthcare models and integration across disciplines for improved mental and physical health of survivors of COVID-19 in the long term.</p> <p>So, this journal with their characteristics will be one important vehicle for the dissemination of emerging knowledge.</p> Lucélia Batista Cunha Magalhães Copyright (c) 2021 Journal of Multiprofessional Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-13 2021-12-13 2 03 e03.151 e03.153